Cheguei em Sumpaulo na quinta. Tive que ir de busu msm, pois não arrumei passagem de avião na promoção. Foram 16 horas na ida num frio congelante. +_+
Conheci vários lugares de Sampa com a Dani.. Foi super divertido.
Sábado fui pro CETO. Aula com a Sônia Ferrari. Discutimos alguns textos dados na aula passada, mas não deu tempo de discutir o meu. A aula acabou mais cedo, acho que a Jô ia precisar da sala.
Falamos sobre a diferença entre grupo e oficina. Oficina qualquer profissional pode fazer e não é específico da saúde. Oficina é só o que está vinculado ao trabalho, o resto é tudo grupo de Terapia Ocupacional.
Várias vezes eu chamei grupo de oficina, quando se tratava de atividades artesanais, etc.
Também falamos sobre as atividades dentro do grupo. Existe o Grupo de atividades, que é cada participante fazendo atividade individual, mas dentro do grupo e as Atividades Grupais, onde todos estão reunidos em torno d uma mesma atividade (ex: culinária, pintura coletiva, etc).
Começamos a estudar Trasferência.. mas continuaremos mais pra frente.
Quem quiser ter acesso aos textos, é só entrar na página da Jô: www.jobenetton.pro.br e ler os artigos! Também temos a Tese de doutorado (ou mestrado, agora nao lembro) dela, que estamos estudando em casa, fora o livro Trilhas Associativas, que por enquanto estamos estudando até a página 61!
Mês que vem vou ter que passar o dia das mães longe da minha, maaaaaas.. todo sacrifício será válido.
AH, já comecei a passar os perrengues!!! No sábado, não tinha dinheiro pra almoçar, levei pão de forma com patê pro almoço.. hahahaha.. Sério, é tudo muito caro lá, não dá!!! Sempre vou levar alguma coisinha agora pro almoço, é beeem mais barato e prático! ;)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Segundo encontro
Bom, devido a minha enrolação com as passagens na outra vez, achei melhor ir de ônibus. Economizar.
A viagem é bem longa, mas fui dormindo, foi tranquilo! Saí de Vitória 19:00 e cheguei em São Paulo por volta de 10:30.
Cheguei na casa da Dani, almoçamos, batemos papo e combinamos de ir passear na 25. Era pra eu dar uma cochiladinha de meia hora e ela me acordar.. mããããs.. ela esqueceu de me acordar e eu embalei no sono até mais tarde.. rs
Pela noite, fomos ao Extra supermercado. Fomos andando, conheci uma parte boa da cidade, mas pra voltar só com taxi mesmo, pois meus joelhos já estavam pedindo arrego.
Sábado pela manhã acordei e me joguei no metrô! Marquei com a Renata de encontrar na roleta, para irmos andando.
A expectativa de conhecer a Sônia Ferrari era imensa! Nem imaginava como era o rosto dela.
Chegamos ao CETO, conversamos com a Sheilla (a recepcionista de lá, uma fofa) e ficamos esperando.
Chegou a Jô junto com uma outra turma, do último ano do CETO.
Em seguida chegou a Sônia, se apresentou na recepção mesmo, a Jô deu algumas palavrinhas e fomos até outra sala (sem ser aquela do Setting). Eu não tinha noção de como o CETO era grande. Subimos, subimos e subimos até chegar em uma sala super aconchegante, com cadeiras lindas, tapetes gostosos, etc.
Nos aconchegamos ali e a aula começou como um bate papo. Foi assim até o final, uma delícia. A gente aprende interagindo, contando experiências.
Ela é um doce, uma mãezona!
Conversamos sobre a Atividade como instrumento e Atividade como recurso.
Discutimos os textos que nos foram mandados por e-mail para estudo, almoçamos, estudamos, estudamos e estudamos. Marcamos as datas até Setembro do curso, coisa que pra mim é essencial, para comprar passagens com desconto!
Na volta, eu e Bruna dividimos um taxi até o metrô (meu joelho não aguentaria subir aquelas ladeiras da Vila Madalena) e encontramos com a Renata. Pegamos o mesmo metrô e ficamos discutindo sobre a próxima aula, nossas expectativas, empolgações.
Cheguei no apto, tomei um banho e dormi. Minha cabeça não parava de doer. Acordei com uma crise horrível de alergia, tomei remédio e fiquei conversando com a Dani e a Bah. Mais tarde chegou um amigo nosso, Rainan.. Varamos a madrugada batendo papo, rindo, contando histórias.
No domingo acordei um pouco mais tarde. As meninas iam almoçar no Mercado municipal, mas não dava tempo pra eu ir. Poxa, queria muito ter conhecido, mas terão outras oportunidades!!!
Corri pro aeroporto e o vôo atrasou. Tomei um chá de cadeira bonito!!!!!! E na hora de pousar, teve trânsito aéreo, tivemos que ficar sobrevoando Vitória durante um tempo até ser liberado o pouso. ¬¬
Próxima aula é no dia 9 de Abril, já tem bastanteeee coisa pra estudar, ler, apresentar. Tô pegando o ritmo.. ;)
A viagem é bem longa, mas fui dormindo, foi tranquilo! Saí de Vitória 19:00 e cheguei em São Paulo por volta de 10:30.
Cheguei na casa da Dani, almoçamos, batemos papo e combinamos de ir passear na 25. Era pra eu dar uma cochiladinha de meia hora e ela me acordar.. mããããs.. ela esqueceu de me acordar e eu embalei no sono até mais tarde.. rs
Pela noite, fomos ao Extra supermercado. Fomos andando, conheci uma parte boa da cidade, mas pra voltar só com taxi mesmo, pois meus joelhos já estavam pedindo arrego.
Sábado pela manhã acordei e me joguei no metrô! Marquei com a Renata de encontrar na roleta, para irmos andando.
A expectativa de conhecer a Sônia Ferrari era imensa! Nem imaginava como era o rosto dela.
Chegamos ao CETO, conversamos com a Sheilla (a recepcionista de lá, uma fofa) e ficamos esperando.
Chegou a Jô junto com uma outra turma, do último ano do CETO.
Em seguida chegou a Sônia, se apresentou na recepção mesmo, a Jô deu algumas palavrinhas e fomos até outra sala (sem ser aquela do Setting). Eu não tinha noção de como o CETO era grande. Subimos, subimos e subimos até chegar em uma sala super aconchegante, com cadeiras lindas, tapetes gostosos, etc.
Nos aconchegamos ali e a aula começou como um bate papo. Foi assim até o final, uma delícia. A gente aprende interagindo, contando experiências.
Ela é um doce, uma mãezona!
Conversamos sobre a Atividade como instrumento e Atividade como recurso.
Discutimos os textos que nos foram mandados por e-mail para estudo, almoçamos, estudamos, estudamos e estudamos. Marcamos as datas até Setembro do curso, coisa que pra mim é essencial, para comprar passagens com desconto!
Na volta, eu e Bruna dividimos um taxi até o metrô (meu joelho não aguentaria subir aquelas ladeiras da Vila Madalena) e encontramos com a Renata. Pegamos o mesmo metrô e ficamos discutindo sobre a próxima aula, nossas expectativas, empolgações.
Cheguei no apto, tomei um banho e dormi. Minha cabeça não parava de doer. Acordei com uma crise horrível de alergia, tomei remédio e fiquei conversando com a Dani e a Bah. Mais tarde chegou um amigo nosso, Rainan.. Varamos a madrugada batendo papo, rindo, contando histórias.
No domingo acordei um pouco mais tarde. As meninas iam almoçar no Mercado municipal, mas não dava tempo pra eu ir. Poxa, queria muito ter conhecido, mas terão outras oportunidades!!!
Corri pro aeroporto e o vôo atrasou. Tomei um chá de cadeira bonito!!!!!! E na hora de pousar, teve trânsito aéreo, tivemos que ficar sobrevoando Vitória durante um tempo até ser liberado o pouso. ¬¬
Próxima aula é no dia 9 de Abril, já tem bastanteeee coisa pra estudar, ler, apresentar. Tô pegando o ritmo.. ;)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Onde tudo começou e a experiência com a realidade.
Me formei em Terapia Ocupacional em Dezembro de 2010. Moro em Vitória, no Espírito Santo.
Durante a faculdade, ouvi muito falar sobre o CETO, Jô Benetton, etc. Mas era algo que não condizia com a realidade ( pelo menos na minha cabeça, afinal, o CETO é em São Paulo, meu pai jamais me deixaria morar fora).
Ok, formei e passei de estudante para desempregada. Não sabia nem por onde começar, totalmente perdida mesmo (creio que seja normal).
Eu e Larissa (amiga que formou comigo) pensamos na possibilidade de juntar uma turma e trazer as aulas do CETO pro nosso estado uma vez ao mês, porém foi em vão. Não conseguimos juntar nem 5 pessoas. Desisti então, resolvi me focar na "realidade" do momento. Me inscrivi em uma pós na Emescam de Saúde Coletiva. Não tem a ver com o que eu gosto, não é focado na minha profissão, maaaaaaaaaas.... parada não podia ficar.
Fui até lá, fiz minha inscrição e estava esperando as aulas começarem.
Passava meus dias totalmente no ócio e me sentia mal com isso. Pensei em procurar trabalho em alguma loja, em qualquer coisa, mas desisti. Fiz meus pais entenderem que sou Terapeuta Ocupacional, fiz uma faculdade, ralei muito e não quero entrar pro comércio (sem menosprezar, claro).
Um dia Larissa me falou que o CETO iria abrir uma turma pra pessoas de outro estado. Seria um sábado por mês em São Paulo, durante 3 anos e meio. Fiquei assustada e desmotivada. Putz, imagina convencer meu pai de ir todo mês a São Paulo fazer um curso que ele nem sabe do que se trata e sendo que eu ja estava inscrita em outra pós.
Ok, fiquei de conversar com meus pais, mas sem muita esperança.
Meu pai trabalha no Rio de Janeiro, então só passa alguns fins de semana aqui em casa. Ele viria no próximo fim de semana, seria melhor conversar pessoalmente, mas não consegui, estava afoita, queria uma resposta. Conversei com minha mãe: "Ok, legal, é a área que você quer, é o que você sonha em fazer, mas conversa com seu pai, não sei se teremos condições financeiras de bancar".
Na mesma hora mandei um email pro meu pai contando tudo, falando sobre o CETO, sobre meu sonho em me especializar lá, as condições que seriam, valores, duração do curso, tudo.
Por incrível que pareça, ele não foi contra. Nem muito a favor. Mas disse que conversaríamos quando chegasse em Vitória.
Durante a semana, liguei pro CETO, peguei todas informações, endereço, olhei preço de passagens, conversei com minha amiga Dani que mora em São Paulo se rolava de eu ficar um fim de semana por mês na casa dela e assim foi indo.
Meu pai chegou, esclarecemos tudo e pronto. Decidido: Você vai fazer o curso que tanto quer.
Então comprei passagens, me matriculei e esperei ansiosa a data.
Dia 25 era meu vôo (sexta feira). Terceira vez que andei de avião. Nunca fui a São Paulo. Peguei o endereço da Dani e me joguei. Peguei um taxi até a casa dela, cheguei, me instalei, fui mega bem recebida (não sei nem como agradecer por tudo). Naquela noite surgiu a oportunidade de sair, conhecer São Paulo, sei lá, sentar em algum canto, mas minha cabeça só pensava no sábado de manhã. Seria tudo novidade e eu precisava estar descansada. Compramos umas cervejas, ficamos batendo papo e fomos dormir.
Sábado 7:00 acordo, sem despertador. Milagre!!! Não consegui dormir mais e comecei a arrumar as coisas, separei o dinheiro pro metrô, pro taxi e esperei a Dani acordar. Ela me levou até o metrô, me ensinou qual pegar na ida e na volta. Ah, o combinado era eu descer do metrô e pegar um taxi até o CETO.
Andei de metrô pela primeira vez, achei legal, comum. Desci do metrô e fui seguindo as placas. SAÍDA. Opa, é aqui! Eu e uma menina demos de cara com um muro. Não era ali a saída. Rimos uma pra outra e só. Pensei em segui-la, ela tinha cara de Terapeuta Ocupacional (é, sempre tem algo que identifica). Começamos a conversar, eu relatei que não era dali, estava procurando um taxi para ir ao CETO e ela disse que também iria pra lá, fazer o mesmo curso que eu. Que ótimo, conheci a primeira pessoa: Renata! Uma graça! Comentei sobre pegar taxi e ela disse que dava pra ir andando, que era tranquilo. Me arrisquei com ela. Detalhe: a Vila Madalena tem muuuuita ladeira. A sorte é que a gente só desceu ladeira, senão meu joelho nesse momento não faria parte de mim. rs
Andamos, andamos e andamos. Ficamos meio perdidas. Até que vimos ao outro lado da rua duas mennas que tínhamos certeza que eram Terapeutas Ocupacionais também (já disse, tem o diferencial hehe) e começamos a segui-las. Achei lindo o bairro. Vimos as meninas entrando na casa de paredes laranjas, vimos o número e ponto pra nós, era lá mesmo!
Uau, que lindo é aquele lugar, de uma paz. Entreguei os documentos e sentei pra esperar. Comentei com Renata que estava com muita curiosidade de entrar "naquela salinha ali", onde haviam muitas atividades, era um setting, aliás, O Setting.
Logo em seguida, chega uma mulher nos chamando pra entrar na sala. Logo pensei: Será que é ela? Era ela, a tão falada Jô Benetton.
Ela logo perguntou quem era de Vitória. Levantei o braço. Ela seguiu com a pergunta sobre o que eu pensava dela antes de a conhecer e agora que a conheço. Respondi que nunca imaginei que fosse ter aula com ela, que ela morava na minha imaginação, algo intocável. Ela me repreendeu e disse que esse é o pior tipo de pensamento que alguém pode ter dela.
Fizemos as devidas apresentações. A maioria das meninas é do interior de São Paulo. De fora mesmo, só eu e uma menina de BH.
A Jô então começou a contar da vida dela, das lutas na nossa profissão, contou alguns casos de alguns pacientes, todo mundo interagindo, tudo ótimo. Pausa para o almoço. Pedimos que entregassem a comida lá. Todo mundo super a vontade, parecia que todas nos conhecíamos a tempo. É ótimo estar no meio de gente da gente, que te entende. rs
Acabado o almoço, retornamos à aula. A Jô nos explicou porque a Terapia Ocupacional é uma ciência. Ela explica de forma tão clara, que parece tudo ser tão óbvio. Relatei que tava me sentindo crua, como se não tivesse feito formação acadêmica, pois tudo que ela falava eu já havia ouvido, mas parecia novidade, era diferente, não sei explicar.
Recebemos as revistas do CETO e um livrinho que explica a concepção da Terapia Ocupacional em vários países do mundo. Tem alguns bizarros, outros inteligentes. O brasileiro foi feito por ela, muito claro, limpo e de fácil entendimento.
A aula terminou. Eu e Renata conseguimos carona até o metrô. Peguei o metrô, andei até a casa da Dani. Ela ainda nãi havia chegado. Deitei e comecei a ler o artigo da revista laranja do CETO que a Jô havia indicado.
Mais tarde, a Dani chegou, contamos as novidades, mostrei meus materiais. Ah, comprei o livro "Trilhas associativas" lá mesmo no CETO.
A Dani conseguiu uns VIPS por umas "baladas" em São Paulo, mas eu estava moída. Dormi, dormi e dormi. Acordamos com fome e pedimos uma pizza. Bebemos a última cerveja que havia sobrado da noite anterior. Resolvi ficar em casa, dormir cedo e arrumar as coisas pra retornar a Vitória.
Acordei, me arrumei, despedi da Dani, peguei um taxi, cheguei no aeroporto e fui fazer meu check in. Deu erro. Tentei de novo. Erro. De novo e de novo, até que cansei e chamei a mulher que auxiliava. Problemão: comprei a passagem de volta pra Marçoooooo em vez de Fevereiro. Eu me xinguei tanto em pensamento. Pqp, como assim ?!?
Fui até a lojinha da Gol, não podiam trocar, eu teria que passar 10 dias na cidade pra conseguir a troca. Tentativas e mais tentativas frustradas de falar com alguém de casa. O telefone ficava mudo (e eu cada vez mais desesperada)>
Finalmente, depois de tentar em todos os orelhões, um resolveu me deixar ouvir o outro lado da linha! Meu irmão atendeu. Meus pais estavam chegando, conversei com minha mãe sobre o erro e disse que teria que comprar outra passagem. Ela ficou de me ligar de volta. Meio dia, meio dia e dez e nada. A fome tava apertaaando! Não havia comido nada! Enfim minha mãe conseguiu comprar a passagem. Passei na lanchonete, fui assaltada!!!! Brincadeira, mas foi praticamente. O mais barato era uma coxinha que cusava R$ 4,90!!!!!!!!!!! Era super pequena, um pouco maior do que salgado de festa. A coca cola também era muuuuito cara R$ 5,00 a latinha!!!! PQP!!!!!!!!!
Mas é oq tem pra hoje. Comi e fiquei andando pelo aeroporto enquanto não dava a hora do meu vôo.
Comprei uma revista e fiquei lendo. Peguei meu vôo, dormi no avião, ouvi música, li. Parecia que o tempo não passava!
Cheguei e vi meus pais, me deu um calor no coração ver rostos conhecidos.
Segui o caminho de casa todo contando super empolgada todos os detalhes de tudo! Eu amei!
Mês que vem tem mais.. Enquanto isso tenho muito material já pra estudar! ;)
Durante a faculdade, ouvi muito falar sobre o CETO, Jô Benetton, etc. Mas era algo que não condizia com a realidade ( pelo menos na minha cabeça, afinal, o CETO é em São Paulo, meu pai jamais me deixaria morar fora).
Ok, formei e passei de estudante para desempregada. Não sabia nem por onde começar, totalmente perdida mesmo (creio que seja normal).
Eu e Larissa (amiga que formou comigo) pensamos na possibilidade de juntar uma turma e trazer as aulas do CETO pro nosso estado uma vez ao mês, porém foi em vão. Não conseguimos juntar nem 5 pessoas. Desisti então, resolvi me focar na "realidade" do momento. Me inscrivi em uma pós na Emescam de Saúde Coletiva. Não tem a ver com o que eu gosto, não é focado na minha profissão, maaaaaaaaaas.... parada não podia ficar.
Fui até lá, fiz minha inscrição e estava esperando as aulas começarem.
Passava meus dias totalmente no ócio e me sentia mal com isso. Pensei em procurar trabalho em alguma loja, em qualquer coisa, mas desisti. Fiz meus pais entenderem que sou Terapeuta Ocupacional, fiz uma faculdade, ralei muito e não quero entrar pro comércio (sem menosprezar, claro).
Um dia Larissa me falou que o CETO iria abrir uma turma pra pessoas de outro estado. Seria um sábado por mês em São Paulo, durante 3 anos e meio. Fiquei assustada e desmotivada. Putz, imagina convencer meu pai de ir todo mês a São Paulo fazer um curso que ele nem sabe do que se trata e sendo que eu ja estava inscrita em outra pós.
Ok, fiquei de conversar com meus pais, mas sem muita esperança.
Meu pai trabalha no Rio de Janeiro, então só passa alguns fins de semana aqui em casa. Ele viria no próximo fim de semana, seria melhor conversar pessoalmente, mas não consegui, estava afoita, queria uma resposta. Conversei com minha mãe: "Ok, legal, é a área que você quer, é o que você sonha em fazer, mas conversa com seu pai, não sei se teremos condições financeiras de bancar".
Na mesma hora mandei um email pro meu pai contando tudo, falando sobre o CETO, sobre meu sonho em me especializar lá, as condições que seriam, valores, duração do curso, tudo.
Por incrível que pareça, ele não foi contra. Nem muito a favor. Mas disse que conversaríamos quando chegasse em Vitória.
Durante a semana, liguei pro CETO, peguei todas informações, endereço, olhei preço de passagens, conversei com minha amiga Dani que mora em São Paulo se rolava de eu ficar um fim de semana por mês na casa dela e assim foi indo.
Meu pai chegou, esclarecemos tudo e pronto. Decidido: Você vai fazer o curso que tanto quer.
Então comprei passagens, me matriculei e esperei ansiosa a data.
Dia 25 era meu vôo (sexta feira). Terceira vez que andei de avião. Nunca fui a São Paulo. Peguei o endereço da Dani e me joguei. Peguei um taxi até a casa dela, cheguei, me instalei, fui mega bem recebida (não sei nem como agradecer por tudo). Naquela noite surgiu a oportunidade de sair, conhecer São Paulo, sei lá, sentar em algum canto, mas minha cabeça só pensava no sábado de manhã. Seria tudo novidade e eu precisava estar descansada. Compramos umas cervejas, ficamos batendo papo e fomos dormir.
Sábado 7:00 acordo, sem despertador. Milagre!!! Não consegui dormir mais e comecei a arrumar as coisas, separei o dinheiro pro metrô, pro taxi e esperei a Dani acordar. Ela me levou até o metrô, me ensinou qual pegar na ida e na volta. Ah, o combinado era eu descer do metrô e pegar um taxi até o CETO.
Andei de metrô pela primeira vez, achei legal, comum. Desci do metrô e fui seguindo as placas. SAÍDA. Opa, é aqui! Eu e uma menina demos de cara com um muro. Não era ali a saída. Rimos uma pra outra e só. Pensei em segui-la, ela tinha cara de Terapeuta Ocupacional (é, sempre tem algo que identifica). Começamos a conversar, eu relatei que não era dali, estava procurando um taxi para ir ao CETO e ela disse que também iria pra lá, fazer o mesmo curso que eu. Que ótimo, conheci a primeira pessoa: Renata! Uma graça! Comentei sobre pegar taxi e ela disse que dava pra ir andando, que era tranquilo. Me arrisquei com ela. Detalhe: a Vila Madalena tem muuuuita ladeira. A sorte é que a gente só desceu ladeira, senão meu joelho nesse momento não faria parte de mim. rs
Andamos, andamos e andamos. Ficamos meio perdidas. Até que vimos ao outro lado da rua duas mennas que tínhamos certeza que eram Terapeutas Ocupacionais também (já disse, tem o diferencial hehe) e começamos a segui-las. Achei lindo o bairro. Vimos as meninas entrando na casa de paredes laranjas, vimos o número e ponto pra nós, era lá mesmo!
Uau, que lindo é aquele lugar, de uma paz. Entreguei os documentos e sentei pra esperar. Comentei com Renata que estava com muita curiosidade de entrar "naquela salinha ali", onde haviam muitas atividades, era um setting, aliás, O Setting.
Logo em seguida, chega uma mulher nos chamando pra entrar na sala. Logo pensei: Será que é ela? Era ela, a tão falada Jô Benetton.
Ela logo perguntou quem era de Vitória. Levantei o braço. Ela seguiu com a pergunta sobre o que eu pensava dela antes de a conhecer e agora que a conheço. Respondi que nunca imaginei que fosse ter aula com ela, que ela morava na minha imaginação, algo intocável. Ela me repreendeu e disse que esse é o pior tipo de pensamento que alguém pode ter dela.
Fizemos as devidas apresentações. A maioria das meninas é do interior de São Paulo. De fora mesmo, só eu e uma menina de BH.
A Jô então começou a contar da vida dela, das lutas na nossa profissão, contou alguns casos de alguns pacientes, todo mundo interagindo, tudo ótimo. Pausa para o almoço. Pedimos que entregassem a comida lá. Todo mundo super a vontade, parecia que todas nos conhecíamos a tempo. É ótimo estar no meio de gente da gente, que te entende. rs
Acabado o almoço, retornamos à aula. A Jô nos explicou porque a Terapia Ocupacional é uma ciência. Ela explica de forma tão clara, que parece tudo ser tão óbvio. Relatei que tava me sentindo crua, como se não tivesse feito formação acadêmica, pois tudo que ela falava eu já havia ouvido, mas parecia novidade, era diferente, não sei explicar.
Recebemos as revistas do CETO e um livrinho que explica a concepção da Terapia Ocupacional em vários países do mundo. Tem alguns bizarros, outros inteligentes. O brasileiro foi feito por ela, muito claro, limpo e de fácil entendimento.
A aula terminou. Eu e Renata conseguimos carona até o metrô. Peguei o metrô, andei até a casa da Dani. Ela ainda nãi havia chegado. Deitei e comecei a ler o artigo da revista laranja do CETO que a Jô havia indicado.
Mais tarde, a Dani chegou, contamos as novidades, mostrei meus materiais. Ah, comprei o livro "Trilhas associativas" lá mesmo no CETO.
A Dani conseguiu uns VIPS por umas "baladas" em São Paulo, mas eu estava moída. Dormi, dormi e dormi. Acordamos com fome e pedimos uma pizza. Bebemos a última cerveja que havia sobrado da noite anterior. Resolvi ficar em casa, dormir cedo e arrumar as coisas pra retornar a Vitória.
Acordei, me arrumei, despedi da Dani, peguei um taxi, cheguei no aeroporto e fui fazer meu check in. Deu erro. Tentei de novo. Erro. De novo e de novo, até que cansei e chamei a mulher que auxiliava. Problemão: comprei a passagem de volta pra Marçoooooo em vez de Fevereiro. Eu me xinguei tanto em pensamento. Pqp, como assim ?!?
Fui até a lojinha da Gol, não podiam trocar, eu teria que passar 10 dias na cidade pra conseguir a troca. Tentativas e mais tentativas frustradas de falar com alguém de casa. O telefone ficava mudo (e eu cada vez mais desesperada)>
Finalmente, depois de tentar em todos os orelhões, um resolveu me deixar ouvir o outro lado da linha! Meu irmão atendeu. Meus pais estavam chegando, conversei com minha mãe sobre o erro e disse que teria que comprar outra passagem. Ela ficou de me ligar de volta. Meio dia, meio dia e dez e nada. A fome tava apertaaando! Não havia comido nada! Enfim minha mãe conseguiu comprar a passagem. Passei na lanchonete, fui assaltada!!!! Brincadeira, mas foi praticamente. O mais barato era uma coxinha que cusava R$ 4,90!!!!!!!!!!! Era super pequena, um pouco maior do que salgado de festa. A coca cola também era muuuuito cara R$ 5,00 a latinha!!!! PQP!!!!!!!!!
Mas é oq tem pra hoje. Comi e fiquei andando pelo aeroporto enquanto não dava a hora do meu vôo.
Comprei uma revista e fiquei lendo. Peguei meu vôo, dormi no avião, ouvi música, li. Parecia que o tempo não passava!
Cheguei e vi meus pais, me deu um calor no coração ver rostos conhecidos.
Segui o caminho de casa todo contando super empolgada todos os detalhes de tudo! Eu amei!
Mês que vem tem mais.. Enquanto isso tenho muito material já pra estudar! ;)
Assinar:
Postagens (Atom)